Honda domina entregas por moto em janeiro, com CG 160 à frente do ranking
Levantamento sobre as motos mais usadas nas entregas mostra domínio absoluto da Honda, forte concentração na linha CG e frota predominantemente urbana e a combustão.
Resumo executivo
- A frota analisada conta com 765 modelos distintos com ano identificado e 103 sem distinção de ano.
- A Honda concentra três quartos de toda a participação entre as motos usadas nas entregas.
- A linha CG soma mais da metade de toda a distribuição, e o modelo CG 160 sozinho representa uma em cada quatro entregas.
- As motos urbanas correspondem a 90,94% do uso, e os modelos a Gasolina/Flex representam 99,98% da frota.
Metodologia
Período analisado
1º a 31 de janeiro de 2026
Base utilizada
Entregas finalizadas por modelo de moto
Abrangência
Nacional, aplicativos regionais com tecnologia Machine
Registros
Mais de 120 milhões de corridas e entregas realizadas anualmente
Entregas finalizadas por modelo de moto
Ranking Geral: Top 5 Modelos
A CG 160 domina o top 5 em diferentes anos, indicando a preferência dos entregadores. Mesmo o modelo mais usado fica abaixo de 4% das entregas, sugerindo grande diversidade de motos. A presença da Mottu Sport 110i aponta expansão de aluguel/assinatura, reduzindo a barreira de entrada para entregadores.
Há uma forte concentração na linha CG: essa linha soma mais da metade de toda a distribuição, e o modelo CG 160 sozinho representa uma em cada quatro entregas feitas. Os modelos do ranking têm muitos anos de fabricação, o que aumenta o estoque circulante — o chamado efeito "acúmulo", que explica sua força nesse ranking.
Ranking Geral: Top 5 Marcas
A Honda concentra três quartos de toda a participação, evidenciando um nível de hegemonia raro no mercado. Esse desempenho foi muito impulsionado pela força da linha CG. A presença da Factor e da Mottu Sport 110i ajuda a explicar o peso de Yamaha e TVS no ranking de marcas, puxadas por modelos específicos com alta participação nas entregas.
Distribuição por Ano de Fabricação
Os anos 2024 (11,40%), 2025 (10,27%), 2023 (8,67%) e 2022 (6,29%) juntos somam 37% das entregas, indicando forte peso de motos novas na operação. Motos fabricadas entre 2010 e 2015 seguem com percentuais sólidos (em geral 3% a 5% por ano), indicando que essa faixa ainda representa uma fatia importante das entregas. Apesar de percentuais bem menores, ainda há solicitações envolvendo motos de décadas passadas, demonstrando que parte da frota brasileira permanece ativa por mais de 20 ou 30 anos.
Distribuição por ano de fabricação (principais anos)
- 202411.4%
- 202510.27%
- 20238.67%
- 20226.29%
Análise por Categoria
Urbana
90,94%
Categoria predominante entre as motos usadas nas entregas
Aventura
8,7%
Parcela bem menor das entregas
Esportiva
0,1%
Praticamente não aparece nesse uso
Análise por Motorização
Gasolina/Flex
99,98%
Configuração tradicional da frota atual
Elétrico
0,02%
Participação ainda tímida
A baixa participação das motos elétricas se deve principalmente ao alto custo de aquisição, à preocupação com a autonomia para uso intenso e à pouca oferta de modelos elétricos adequados às necessidades diárias. O predomínio das motos a combustão evidencia a configuração tradicional da frota atual, enquanto a presença ainda tímida das elétricas revela um grande espaço para expansão. Contudo, a adoção de motos elétricas ainda enfrenta barreiras relevantes, como custo inicial, disponibilidade de infraestrutura de recarga/troca de baterias e limitações de autonomia para longas jornadas de entrega.
Conclusões
- 1Domínio da Honda: a Honda concentra três quartos da participação entre as motos analisadas, desempenho fortemente impulsionado pela força da linha CG.
- 2Frota Jovem: com maior participação em 2025 e 2024, os dados mostram um mercado altamente renovado, marcado pela entrada constante de motos mais novas nas solicitações.
- 3Preferência por Motos Urbanas: o mercado é amplamente guiado pela categoria Urbana, que concentra quase todo o uso, enquanto as demais categorias aparecem apenas de forma secundária.
- 4Predominância Total dos Modelos a Gasolina/Flex: as entregas são realizadas quase exclusivamente por motos a gasolina/flex, enquanto os modelos elétricos seguem com presença apenas simbólica no segmento.
